[http://dx.doi.org/10.1038/ngeo724]
A maioria dos modelos climáticos considera apenas processos de curto prazo (como a formação de nuvens e gelo nos oceanos) na avaliação da sensibilidade da Terra aos gases do efeito estufa. Uma
recente publicação na revista Nature Geoscience encontrou evidências que indicam que a resposta poderia ser maior se as condições limite mudarem drasticamente.
No início do Plioceno (três a cinco milhões de anos atrás) as temperaturas globais eram cerca de 3—4°C mais altas do que hoje em latitudes mais baixas, e até 10°C mais quente perto dos pólos. Simulações climáticas e reconstruções deste período geológico relativamente recente podem ajudar a limitar magnitudes realistas de aquecimento futuro. Sob os cenários de efeito de estufa comumente considerados atualmente, concentrações de dióxido de carbono atmosférico de 500—600 ppmv — aproximadamente o dobro do nível pré-industrial — seriam necessárias para produzir o clima do Plioceno. Escrevendo na revista Nature Geoscience,
Pagani et al. e
Lunt et al. sugerem que o início do Plioceno quente teve concentrações de dióxido de carbono muito mais baixas na atmosfera, o que teria implicações potencialmente devastadoras para o futuro a longo prazo do planeta.
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Postado por Luiz Felipe no
OceanografiaOnline Blog em 12/21/2009 09:13:00 PM
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