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Luiz Felipe |
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[http://www.aoceano.org.br/newsletter/newsletter_051.html]
Fonte: Informativo AOCEANO - Peixe Miúdo Edição nº 61 Maio 2010 (recebido por e-mail) A quarta edição do Congresso Brasileiro de Oceanografia (CB0’2010) superou todas as expectativas. Conforme o presidente da AOCEANO, Roberto Warhlich, durante o congresso foram realizados mais de 30 minicursos e cursos técnicos, 32 mesas-redondas e workshops, com 195 palestrantes. “Tivemos um evento próximo ou chegando à perfeição”, destacou. Pelo Instituto de Oceanografia da Furg, José Muelbert, que coordenou o Comitê Científico do evento, se disse orgulhoso em ter a quarta edição do CBO na Furg. “Sem dúvida o evento foi um grande sucesso”. Para o presidente do CBO’2010, Luiz Carlos Krug, foi uma satisfação organizar o congresso em Rio Grande, onde estiveram reunido em torno de 3 mil congressistas. “Quando fomos à Fortaleza, no terceiro CBO, levamos uma proposta e saímos de lá com uma responsabilidade. Ao começar a receber as inscrições, percebemos o interesse de pessoas não só do nosso país, mas de outros lugares do mundo”, lembrou. Krug considera que o grande diferencial desta quarta edição foram as comemorações dos 40 anos de criação do curso de Oceanologia. De acordo com o secretário geral da Associação Brasileira de Oceanografia (AOCEANO), Fernando Diehl, o evento mobilizou os egressos, vindos de diversos países ao redor do mundo que queriam retornar a Rio Grande e não poderiam perder essa oportunidade. Segundo o comandante Marcos Almeida, diretor do Centro de Hidrografia da Marinha, um dos destaques do evento foi o número de visitas ao Navio Hidroceanográfico Cruzeiro do Sul: 582 congressistas. “O relacionamento Marinha do Brasil e a Oceanografia é histórico e é um prazer poder constatar o crescimento desta ciência e a qualidade dos trabalhos apresentados”, afirmou. Ao encerrar a quarta edição do CBO’2010, o reitor da Furg, João Carlos Brahm Cousin, parabenizou a comissão organizadora por fazer do CBO, conclamando os congressistas para a próxima edição, em 2012, no Rio de Janeiro, tarefa destinada às Seções Regionais de São Paulo e do Rio de Janeiro, assim como ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, que serão os anfitriões do 5º CBO. Navio Cruzeiro do Sul Aberto para visitação aos congressistas desde o primeiro dia do CBO’2010, o Navio Hidroceanográfico Cruzeiro do Sul, da Marinha, recebeu o público até o dia 22 de maio, um dia depois do encerramento do evento. O último dia de visitação foi dedicado a toda a população. Gerenciamento costeiro O Laboratório de Gerenciamento Costeiro da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) lançou durante o CBO’2010, o Praia (Protocolo de Avaliação de Estudos de Impacto Ambiental), uma ferramenta online inédita para auxiliar analistas ambientais, órgãos de licenciamento ambiental e tomadores de decisão na elaboração e acompanhamento de análises na área. O objetivo é que os estudos de impacto ambiental passem a se orientar pela nova ferramenta. “Ela é um grande check list”, explica o coordenador do projeto, professor Paulo Roberto Tagliani, responsável por ministrar o curso técnico Método de Análise de EIA/RIMA(s), no qual foi apresentada a iniciativa. Pelo Protocolo Praia, já em processo de obtenção de patente, o analista responde a perguntas envolvendo diferentes aspectos da avaliação, pode cadastrar mais de um projeto em análise, acompanhar o status de elaboração e remeter diretamente ao órgão solicitante o relatório. Tagliani afirma que não há ferramentas semelhantes no Brasil e no mundo que agreguem e disponibilizem online os aspectos compreendidos pelo Protocolo Praia. O novo protocolo proporciona a padronização dos métodos de análise, segundo diretrizes da Comunidade Européia (EIA/EIS Review 2001). O Protocolo Praia está disponível para os interessados nas versões Português e Inglês. Mais informações sobre a ferramenta e sobre como se cadastrar podem ser obtidas pelo telefone 53- 3233-6506 ou pelos e-mails <a href="http://www.google.com/recaptcha/mailhide/d?k=01cMXeoPcRXOcoJ1iVMEeIwA==&c=4rs_l_E1VVyj9S69G_F6TsSDWQXsQiTsOuW-uBZR85Q=" onclick="window.open('http://www.google.com/recaptcha/mailhide/d?k\07501cMXeoPcRXOcoJ1iVMEeIwA\75\75\46c\0754rs_l_E1VVyj9S69G_F6TsSDWQXsQiTsOuW-uBZR85Q\075', '', 'toolbar=0,scrollbars=0,location=0,statusbar=0,menubar=0,resizable=0,width=500,height=300'); return false;" title="Reveal this e-mail address">doca...@... e <a href="http://www.google.com/recaptcha/mailhide/d?k=01cMXeoPcRXOcoJ1iVMEeIwA==&c=0l1nxyPj4kZoyY5Q48MW9ON-2vf2hVGnGPszccDaTDw=" onclick="window.open('http://www.google.com/recaptcha/mailhide/d?k\07501cMXeoPcRXOcoJ1iVMEeIwA\75\75\46c\0750l1nxyPj4kZoyY5Q48MW9ON-2vf2hVGnGPszccDaTDw\075', '', 'toolbar=0,scrollbars=0,location=0,statusbar=0,menubar=0,resizable=0,width=500,height=300'); return false;" title="Reveal this e-mail address">paul...@... Novas fronteiras O presidente do Congresso Brasileiro de Oceanografia (CBO’2010), professor Luiz Calos Krug, foi o coordenador do workshop Novas Fronteiras para os Profissionais Oceanógrafos. A ideia foi mostrar à categoria quais os campos de trabalho podem se explorados. Krug começou relatando um levantamento mostrando que 60% dos alunos formados pela Universidade Federal do Rio Grande (Furg) estavam trabalhando e 77 atuavam na área, com cursos de aperfeiçoamento ou especialização profissional, entre outros. Os dados são de 2007, mas, segundo o professor, indicam que o aproveitamento é bom se for levado em consideração que no Direito pouco mais de um terço dos formados desempenhavam funções inerentes à sua área. Foram considerados na pesquisa os setores público, privado e o terceiro setor. O mestre em Oceanografia e secretario geral da AOCEANO, Fernando Diehl, lamenta que muitos colegas tenham abandonado a profissão e se dedicado a outras áreas, à época, por falta de perspectivas. Diehl já havia se manifestado sobre isso durante a reconfirmação de grau dos graduados de Oceanografia (que começou como Oceanologia) da Furg. A professora Carla Scalabrin do instituto francês Ifremer disse que é preciso detectar se é há necessidade de descobrir novos caminhos a serem seguidos ou explorar espaços ainda não ocupados pelos oceanógrafos. A acústica submarina foi considerada pela oceanógrafa uma sólida nova fronteira de atuação profissional. Golfinhos de Noronha O livro Golfinhos de Noronha, lançado durante o CBO’2010 é uma obra de luxo que torna mais fácil a educação ambiental. A obra é autoria do coordenador do Projeto Golfinho Rotador, José Martins da Silva Júnior. O livro comemora os 20 anos do projeto. Criado em 1990, o Projeto Golfinho Rotador resulta da parceria do Centro Mamíferos Aquáticos, um centro de fauna especializado do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade / Ministério do Meio Ambiente, com o Centro Golfinho Rotador, uma organização não governamental socioambiental de Fernando de Noronha, e com a Petrobras, patrocinador oficial. Segundo o autor, o projeto (e o livro) tem o objetivo não só da preservação de golfinhos de Fernando de Noronha, mas de educação ambiental e conservação integrada das comunidades do arquipélago. A manutenção constante desta população se deve principalmente a este projeto de duas décadas. Os resultados podem ser observados, em textos e fotos, no livro lançado na Feira Brasil Oceano, no Cidec-sul. A obra pode ser encontrada nas principais livrarias do Brasil e através da Editora Bambu. Erosão nas praias O doutor José Luis Martí, do Instituto de Oceanologia de Cuba, foi um dos palestrantes do workshop Oceanografia de Praias Arenosas: Impactos Naturais e Antrópicos, realizado durante o quarto Congresso Brasileiro de Oceanografia (CBO’2010). Martí fez uma descrição do que ocorreu em seu país com as praias por causa da erosão. Disse que existem causas naturais, como a elevação dos níveis dos oceanos e mudanças climáticas, mas a mais danosa é a ação humana. O professor citou algumas dessas ações, como a construção e exploração de atividades turísticas sobre dunas, além da extração da areia. Em Cuba, explicou, há uma lei que disciplina a distância de construções em relação às dunas. “Essa atitude foi tomada para evitar o aumento da erosão”, acrescentou. Em 2008 foi definido o plano nacional de investimentos para recuperação das praias. As ações de proteção ocorreram no Caribe: República Dominicana, México, Haiti e Jamaica. Já o professor Elirio Toldo Junior, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), salientou que no Brasil não há normas que trate dos sedimentos, diferente do que ocorre com a água. Segundo ele, há uma enorme quantidade de sedimentos depositados na costa brasileira. No âmbito da América do Sul, são 1 milhão de metros cúbicos por ano de material jogado ao mar. Integrante do quadro docente da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), o professor doutor Lauro Calliari abordou a realidade do Sul do Brasil. Uma das declarações mais importantes durante a palestra foi a de que era defensor ferrenho da tese de que a lama que aparece na praia do Cassino é material que desce pela Lagoa dos Patos e chega ao oceano. Agora, entretanto, entende que os sedimentos trazidos por grandes ondas pode ser o descarte de dragagem em alto-mar. “Falta monitorarmos o local onde o lançamento é feito”, ponderou. Microalgas A doutora Elieen Campbell, da Nelson Mandela Metropolitan University - África do Sul, disse durante o CBO2010, que as microalgas têm papel importante na zona de arrebentação de praias arenosas como protetores naturais da linha de costa. A sul-africana trouxe ao congresso a palestra “Diatomácea da Zona de Arrebentação: Protetores Naturais da Linha de Costa”. De acordo com a professora, em praias arenosas as algas desempenham um papel importante no ambiente marinho e de água doce por serem biofiltradores e servem de alimento para outros animais aquáticos. Ela listou 53 praias no mundo que possuem as algas, inclusive o Cassino, em Rio Grande. A quantidade que surge na praia depende de fatores, como a extensão, a altura das ondas, além de clorofilas A e C, as crisófitas (criso = dourado) possuem carotenóides e outros pigmentos, que lhes conferem a cor dourada característica. Armazenam leucosina (um polissacarídeo) e óleos. A carapaça das diatomáceas (também chamada frústula) possui compostos macrocélulas, geralmente à grande quantidade de algas em seu interior. A alga fornece, por fotossíntese, parte do alimento, recebendo em troca abrigo. Assim, ambos os seres lucram na associação. Isso explica por que certos corais são encontrados apenas nas águas rasas, onde há boa luminosidade para as algas. Projeto Tamar O Projeto Tamar está comemorando 30 anos. Nestas três décadas, já salvou da extinção mais de 10 milhões de filhotes de tartarugas, das cinco espécies existentes no litoral brasileiro, das quais uma espécie ainda corre riscos (Tartaruga de Couro). A partir de 2009, são calculadas em um milhão as tartaruguinhas a serem salvas, por ano. Hoje, o Tamar já tem também 23 bases no litoral brasileiro, de Santa Catarina ao Ceará. Para a fundadora do projeto, Neca Marcovaldi, a grande razão do sucesso do Tamar é envolver em todas as etapas as comunidades onde se desenvolve o trabalho. Há 30 anos, houve a definição pela atuação com os pescadores, decidindo aprender com eles os hábitos das tartarugas nas praias. Com isto, os integrantes do Tamar não só conquistaram só a confiança destas populações como as trouxeram para o projeto, gerando alternativa de renda para as famílias e multiplicando a conscientização para a preservação. Hoje, os “tartarugueiros” das comunidades monitoram diariamente cinco quilômetros de praias para proteção e monitoramento dos animais e coleta padrão e regular de dados com os pesquisadores. Atividades de pesquisa nos ambientes marinhos também são realizadas pelo Tamar desde 1984 através de técnicas de mergulho. Isto possibilita a compreensão da dinâmica das populações das tartarugas. Em 2001, o Tamar participou da formação do Plano Nacional para a Redução da Captura Incidental de Tartarugas Marinhas pela Pesca. Mais uma vez, os resultados, segundo o diretor do Projeto Tamar, o oceanógrafo Guy Marcovaldi, só foram obtidos devido ao trabalho junto às comunidades de pescadores, hoje também cuidadores das tartarugas. Um exemplo está na pesquisa com tipos de anzóis. Um novo tipo, criado pelos pesquisadores e pescadores, reduz em mais de 30% a mortandade em uma espécie de tartaruga e 50% em outra espécie. Reconfirmação de grau em Rio Grande A emoção tomou conta da solenidade de reconfirmação de grau das 36 turmas do Curso de Oceanologia da Furg, dentro da programação do Congresso Brasileiro de Oceanografia (CBO’2010). Além de oportunizar o reencontro de colegas e amigos dos tempos da faculdade, os ex-alunos da universidade confirmaram a paixão pela profissão em solenidade inédita, realizada na noite do dia 19 de maio. Foi uma noite de recordações, abraços e alegria. Conduzidos pelo paraninfo e ex-reitor da Furg, Eurípedes Falcão Vieira, criador do chamado Projeto Atlântico para desenvolver a pesquisa na área, os representantes das turmas subiram ao palco para receber mais uma vez o “diploma”. Simbólico, o ato uniu diferentes gerações da grande família Oceanologia/Furg. Como numa solenidade de colação de grau, o juramentista Lauro Barcellos reafirmou as palavras de compromisso profissional assumidas desde a formatura de cada um dos egressos e repetidas por eles com a intensidade que o momento exigia. Em nome de todos os egressos, o orador Fernando Diehl, honrado em representar um grupo de tantas competências, diversidade e capacidades, fez uma avaliação dos ideais e anseios que levaram mais de 900 então adolescentes de todo o país e também de alguns rincões da América Latina e da África a aportarem em Rio Grande a fim de construir aqui os alicerces de seu futuro profissional. Aos 88 anos, o professor Eliezer de Carvalho Rios, fundador do Museu Oceanográfico, instituição semente do curso de Oceanologia, teve seu nome eternizado como patrono das turmas. O coordenador das festividades dos 40 anos de Oceanologia da Furg, Danilo Calazans, prestou as homenagens da noite em reconhecimento aos docentes e técnico-administrativos que fizeram a história do curso e aos colaboradores que contribuíram para o sucesso da festa, na busca incansável pelos egressos e dados que remontassem as quatro décadas, como as imagens de mais de 800 fotografias escaneadas para o momento. Aqueles que já partiram, entre egressos, docentes e técnicos, também foram lembrados. Após serem nomeados um a um pelo protocolo, foram homenageados com uma salva de palmas, conclamada pelo reitor e oceanólogo João Carlos Brahm Cousin. Durante a solenidade, foi realizado o lançamento do projeto SIGa os Egressos, coordenado pelo professor Carlos Ronei Tagliani. O Sistema de Informações Georreferenciadas permite localizar em qualquer parte do mundo onde estão atuando os oceanólogos formados pela instituição. Finalizando a festividade, foi lançado o livro “Curso de Oceanologia: 40 anos de História”, escrito pelos professores Luiz Carlos Krug e Danilo Calazans, do Instituto de Oceanologia, e Luis Henrique Torres, do Instituto de Ciências Humanas e da Informação, numa edição da Aoceano e Furg. Atividades culturais As atividades culturais do CBO’2010 e das comemorações dos 40 anos do curso de Oceanologia envolveram os participantes do congresso desde o primeiro dia. Entre os eventos realizados pela comissão organizadora foram destaque “Uma Tarde no Museu”, com visitação ao complexo de museus da Furg, noite gauchesca e muitas outras atrações. Durante todo o evento os congressistas tiveram acesso livre à visitação ao navio oceanográfico Atlântico Sul e à lancha oceanográfica Larus, assim como ao navio hidro-oceanográfico Cruzeiro do Sul, da Marinha do Brasil, e a todos os museus mantidos pela universidade. Exploração de petróleo Um dos pontos altos da 4ª Edição do Congresso Brasileiro de Oceanografia foi a conferência com Michael Vogel, da Companhia Shell. Segundo Michael, a exploração do petróleo em mar profundo é um dos grandes desafios operacionais e ambientais. Ele explica que a exploração sustentável de óleo em grandes profundidades requer um grande conhecimento do meio marinho. O cientista acrescenta que é necessário ter um conhecimento tanto para o dimensionamento das estruturas offshore, quanto para segurança das operações, a caracterização e o monitoramento do ambiente oceânico costeiro. Ele acrescenta que, do ponto de vista da Shell, é importante participar de um congresso dessa natureza, porque permite conhecer como é a estrutura científica da oceanografia brasileira. Vogel entende também que para a comunidade acadêmica é uma oportunidade de ver como uma empresa multinacional está preocupada com a exploração do petróleo de forma sustentável. Comunicação e meio ambiente O jornalista Flávio de Oliveira, diretor de projeto sociais da Rede Globo, disse durante o Congresso Brasileiro de Oceanografia (CBO’2010) que as matérias do jornalismo do Grupo Globo têm procurando alertar com o descaso com o meio ambiente. Ele lembrou as coberturas jornalísticas de acidentes ambientais como o caso Chernobyl, em 1986; o Césio 137, em 1987; o vazamento de óleo na Bacia de Guanabara, em 2000; as enchentes em Santa Catarina, em 2008; as chuvas pelo Brasil e o vazamento de óleo nos Estados Unidos ocorridos neste ano. O jornalista disse que o papel da imprensa também é despertar a consciência das pessoas sobre a preservação do meio ambiente e tratou das coberturas contínuas sobre aquecimento global, desmatamento na Amazônia, lixo nos oceanos, perda de biodiversidade e extinção das espécies, entre outros. Segundo Oliveira, a imprensa deve levantar questionamentos sobre a problemática ambiental. “Como que vai se resolver? Como se qualifica essa discussão?”, exemplificou. Contaminação ambiental O doutor Luis Henrique Melges de Figueiredo, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), disse durante o Congresso Brasileiro de Oceanografia (CBO’2010), que um derramamento de óleo no Brasil semelhante ao que ocorreu recentemente no Golfo do México seria desastroso. Melges levou ao CBO a palestra “Avaliação de Áreas Contaminadas e Soluções de Remediação Ambiental Baseadas no Risco Ambiental”. De acordo com o professor, que é também diretor presidente da Golder Associates Brasil Consultorias e Projetos, o Brasil não tem um Plano Nacional de Contingências, indispensável para atender episódios como o que ocorreu na América do Norte. “Não há aqui uma organização para responder a isso”, destacou. Conforme o professor, a iniciativa das autoridades americanas que, para conter o alastramento do produto, determinaram a instalação de barreiras de contenção e atearam fogo na área do entorno do derramamento não foi adequada porque joga elementos poluentes na atmosfera e pode causar mais danos ao ambiente marinho. Para o professor, cada tipo de óleo deve merecer um tratamento no vazamento no mar. Congresso 2012 A Associação Brasileira de Oceanografia (Aoceano) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), anunciaram quinta-feira à noite que a quinta edição do Congresso Brasileiro de Oceano (CB0’2012) será realizado no Rio de Janeiro de 2 a 6 de junho. A sede da nova edição do congresso foi aprovada por aclamação durante a Assembleia Geral Ordinária da Aoceano, realizada em Rio Grande, dentro da programação do CBO’2010. A infraestrutura do Rio de Janeiro para sediar um evento da natureza do CBO e a experiência do INPE em organizar grandes promoções foram os principais argumentos apresentados pelos promotores para pleitear a nova sede do congresso. A 6ª Feira Técnico-Científica Brasil Oceano será realizada em paralelo com o evento. A organização do CBO, no entanto, ficará na responsabilidade das seções regionais da AOCEANO de São Paulo e do Rio de Janeiro. Como os congressos vêm numa crescente desde a primeira edição, a expectativa da quinta edição é de que seja ainda mais expressivo. “Pelos resultados do CBO’2010, vai ser difícil superar essa edição”, avalia o secretário geral da AOCEANO, o oceanógrafo Fernando Diehl. Pelos cálculos dos organizadores, mais de 3 mil pessoas participaram da quarta edição do congresso. Diehl explica que em quatro edições do Congresso Brasileiro de Oceanografia, o desse ano foi o melhor, sem sombras de dúvida. Segundo o oceanógrafo, o destaque foi o percentual de participantes e o excelente nível das palestras, workshops, minicursos. Conforme Diehl, como vem aumentando o número de profissionais de oceanografia inseridos no mercado, o congresso vem se consolidando com um referencial para discutir as ciências do mar em termos de Brasil. Outro fator positivo apontado por Diehl foi a participação de acadêmicos no congresso, o que na opinião dele, garante a renovação das ideais no campo das Ciências do Mar. “Mais importante do que a apresentação de um trabalho científico, em um congresso como o da AOCEANO, é o debate, a troca de ideias, que ocorre até mesmo nos corredores”, acrescenta o secretário. Para o oceanógrafo, o grande desafio do congresso é possibilitar a troca de experiências entre profissionais, instituições e oportunizar um ponto de encontro para discutir as Ciências do Mar. Os congressos de Oceanografia são realizados de dois em dois anos, sempre em uma cidade diferente. A nova sede é definida sempre no congresso anterior. Acompanhe pelo site www.aoceano.org.br, diariamente, informações sobre notícias, eventos, oportunidades de emprego, bolsas, lançamento de livros, cursos e concursos. Participe do site enviando suas sugestões e críticas parar <a href="http://www.google.com/recaptcha/mailhide/d?k=01cMXeoPcRXOcoJ1iVMEeIwA==&c=gjH4NcKfTD0xudeypiqY4pGl3yE2I_wRAMNIi3S2EWY=" onclick="window.open('http://www.google.com/recaptcha/mailhide/d?k\07501cMXeoPcRXOcoJ1iVMEeIwA\75\75\46c\75gjH4NcKfTD0xudeypiqY4pGl3yE2I_wRAMNIi3S2EWY\075', '', 'toolbar=0,scrollbars=0,location=0,statusbar=0,menubar=0,resizable=0,width=500,height=300'); return false;" title="Reveal this e-mail address">luci...@... ou ligue para (47) 3367-2202 (47) 3367-2202. -- Postado por Luiz Felipe no OceanografiaOnline Blog em 5/27/2010 10:18:00 AM -- Você está recebendo esta mensagem porque se inscreveu no grupo "Oceanografia no Brasil" dos Grupos do Google. Para postar neste grupo, envie um e-mail para [hidden email]. Para cancelar a inscrição nesse grupo, envie um e-mail para [hidden email]. Para obter mais opções, visite esse grupo em http://groups.google.com/group/oceano?hl=pt-BR. |
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